terça-feira, abril 15, 2008
Genialmente Pequeno
quinta-feira, março 06, 2008
Quem cala, consente
No ano de 1991 foi cometida uma atrocidade no seio da Casa Pia de Lisboa, envolvendo um loirinho jovem menor de idade, que iria marcar de forma negativa a vida de muita gente nos anos vindouros:
- José Calado foi impulsionado para uma carreira profissional de futebol.

-"Choque!"
-"Horror!"
-"Melão!"
O potentado futebolístico conhecido por Casa Pia foi o trampolim para uma carreira de altíssimo nível, que passou pelo Estrela amadorense, antes de desembocar no Benfica lisbonense, em meados da década de 90.
Aí, no palco onde muitos outros actores de primeiríssima água outrora brilharam, José não foi a excepção.
Motivado pelo ingresso numa mítica squadra rossa que contava com pedras do calibre de King, Paredão, Nica Panduru, Iliev e Marcelo, José não tinha outro remédio senão seguir as pisadas dos seus mentores e evoluir ano após ano, ao ponto de se tornar um guardião do templo da (tosta) mística benfiquista.
A glória era inevitável, e a escassez de títulos assumia um papel secundário perante a facilidade com que o ex-casapiano subiu o escadote do sucesso. Mais popular do que saxofones em músicas dos anos 80 e mais omnipresente que cotão no umbigo, o seu futuro na Luz parecia risonho. Num esfregar de olhos não só foi elevado a capitão do clube, como também fornecia o seu suor para ser usado como antídoto para as doenças venéreas do milhafre do espanhol.
Calado, o Mundo era teu.
No entanto, o inesperado aconteceu. O final de século foi fatal para José António.
Primeiro, ficou ligado a um dos momentos mais marcantes da história do futebol Português.
-"Mas isso não é bom?", perguntais vós.
Não, quando o momento é o desafio (será que lhe podemos chamar isso?) Celta Vigo 7 - 0 Benfica. E quando o nosso jovem joga os 90 minutos. Mas pensemos em coisas positivas...SOBRAL DE MONTE AGRAÇO JÁ TEM UM PARQUE INFANTIL!
O dinâmico centro-campista fez como nós, e não se deixou abater por este infortúnio. Só que José não procurou consolo na felicidade das crianças de Sobral de Monte Agraço, visto que decidira dar preferência ao upgrade do seu rapport visual. Calado foi o primeiro jogador da bola a trazer para os relvados o look Spice Girl, combinando de forma inteligente e subtil as suas novas melenas amarelas com umas repinhas cuidadosamente descuidadas.
A sua vistosa aventura capilar berrava aos sete ventos (ai, má escolha de número) que o lusitano estaria pronto para novos desafios. Venham eles.
O problema é que vieram mesmo...e José não teve arcaboiço para levar com eles.
No ano 2000, o fenómeno boys/girls band que assombrou a segunda metade da década de 90 estava a morrer lentamente, e os Excesso estavam a um pequeno passo de regressar à construção civil. Mas eis que surge um segundo fôlego de fama para o carismático azeiteiro Melão, o popular abichanado-mor da "banda"!
Não se sabe muito bem como nem porquê, mas esse fôlego veio na forma de um jogador da bola que até tinha falta dele em campo: claro, o nosso José António.
Rumores de um ardente romance entre ambos correram pelos meandros da bola. Sprintaram céleres, qual Seo Jung-Won de vermelho vestido, tendo chegado a todas as esferas da sociedade lusa. Todos sabíamos do tórrido envolvimento entre o azeiteiro da boys band decadente e o jogador da bola com madeixas amarelas de odor almiscarado. Uns abriam a boca de espanto, outros para vomitar. O próprio José António abriu a boca, pois não aguentava mais ficar calado.
Ao intervalo de um desafio contra o Braga no seu próprio estádio, o centrocampista decidiu ficar de vez no balneário. Não para ficar a apanhar pevides de um certo fruto do chão dos duches, mas sim porque não aguentava mais as bocas dos adeptos benfiquistas de cada vez que falhava um passe. E conhecendo o futebolista em questão, deve ter ouvido cerca de 23 bocas por minuto.
José António era o sujeito de todas as anedotas e comentários boçais em todos os estádios do País. Calado ficou, mas não saiu calado.
Saiu para Espanha, para tentar a sua sorte no Real Bétis. Não demoraram a metê-lo em rumores com o Enrique Iglésias, o que aliado à sua dantesca capacidade futeboleira, o levou de pronto à 2a divisão do País vizinho, para pontificar no também ele dantesco Poli Ejido. Após deixar a sua qualidade bem vincada no clube do emblema surrealista, tornando-se no ídolo da torcida poliejidesca, decidiu emigrar uma vez mais, desta feita para o Chipre, onde alinha actualmente pelo APOP.
Há quem diga que é um clube de futebol, eu prefiro pensar nele como um partido político com uma sigla engraçada, tipo 4POUS (eu até punha link para o site do partido, mas eles não têm...contudo, descobri que o 4POUS teve 76 votos nas eleições para a assembleia da república em 1985, em Tomar, claro).
Fica o pesamento do dia:
“O Melão não pode ser calado! Quando se mete a faca tem de se comer, não pode esperar pelo outro dia”.
Grão-Mestre Barbosa de Melo, Confraria do Melão Casca de Carvalho
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
It's Alive!
Nos últimos 15 anos, um jornal diário de Lisboa tem dado viva voz a esta ânsia, naturalmente focando as suas atenções nas esperanças da massa adepta de determinado clube futeboleiro nas suas primeiras páginas.
Trocando isto tudo por miúdos, "A Bola" quer dar vida a uma estátua, e nesta sua luta quixotesca, já enfiou pela goela dos Portugueses abaixo várias tentativas mais ou menos falhadas, que apesar de não terem resultado em plano, sempre dão para rir. É bom para exercitar os músculos abdominais, o que nesta sociedade sedentária, só pode trazer benefícios inesperados.
Quem não se fica a rir por muito tempo será certamente a pleíade de monstros criada por este Victor Frankenstein lusitano. Fabrice Alcebíade Maieco, Pepa, Mawete Júnior e Toy são os nomes pelos quais são conhecidas as anteriores aberrações bolísticas desenvolvidas em laboratório por este órgão da comunicação social. Uma vez trazidas à vida, com sangue vermelho correndo esbaforido por suas veias, são prontamente abandonadas pelo seu criador, enojado por mais um falhanço. Órfãs e deixadas ao Deus dará, as horrendas criações refugiam-se na pacatez das divisões secundárias e caves bafientas, longe da estátua à qual um dia deram corpo.
Depois de um longo interregno, Victor "Der Ball" Frankenstein volta a atacar, desta vez mais forte do que nunca, escolhendo um magnífico espécimen de linhagem insuspeita para encarnar a supracitada estátua.
Algures, um senhor simpático com uma toalha encardida no braço estremece.
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segunda-feira, janeiro 14, 2008
SEPSI - The Next Generation

Basta ouvir este grande anúncio e ler ao mesmo tempo a letra, para perceber quem vem aí..
"Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Calma aí, sente a Luuuuz
Mostra que és o maior, que sabes quem é o Panduruuuu..
Vens para uma cova, yeah
Não passes a bola..
O Luisao dá-te uma sova.. yeah yeah yeah
És a Generation Left..Leo Leo
Ele é o Next phase, next stage, next grade, next wave
Generation Leo
Generation Left.. Generation!
Generation Leo
Generation Left.. Generation!!
"
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Giovanni, il Vulcone
Chegados ao aniversário de 10 anos da conferência de imprensa mais famosa do planeta bola, decidimos recuperar o momento que transformou Trap numa lenda da cultura pop alemã, num pódio que partilha com Pumuckl e David Hasselhoff. Se perguntam pelo paradeiro de José Dominguez, ficou em 5º lugar da lista, ensanduichado entre a canadiana Céline Dion e a mítica actuação da Charlie's Big Band im Oktoberfest 1986.
Esta conferência de imprensa foi-nos oferecida durante a atribulada estadia de Trap no FC Bayern, logo, as legendas em inglês irão ser muito úteis. Afianço-lhes porém, que os pontapés na gramática alemã são quase tantos como os que Ávalos direcciona aos fémures adversários no espaço de mês e meio. Mas mais hilariantes.
Aproveito também para expressar o meu descontentamento pela estadia sensaborona do mestre italiano no nosso País, visto que estava com grandes expectativas que o dito senhor repetisse algo do género durante a atípica época de 2004-05.
Fica para a próxima, Signore Trap.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Gilles Binya, o Irascível do Mfoundi
Gilles Binya, o bom rapaz, aceitou dar uma entrevista a este blog. Um Senhor: gentil e correcto na abordagem aos lances, tanto dentro como fora do verde tapete.
Ora aí vamos:
"Cromos da Bola - Salvé, orgulho de Yaoundé. Bem Haja pela entrevista concedida.
Gilles Binya - Ora essa, não tinha nada de jeito para fazer. Era isso ou arrancar mais um dedo àquele gajo ali ao fundo, mas já estou meio maçadito. Foi um longo dia de trabalho.
CdB - Mais uma razão para lhe agradecer. Iniciemos então esta entrevista. Foi difícil a sua adaptação a Portugal e ao Benfica?
GB - São realidades completamente diferentes do que estava habituado. No ínicio ninguém me conhecia, foi complicado. Um exemplo: Como ninguém sabia quem era, deram-me um pequeno cartão vermelho magnético para poder entrar no parque de estacionamento do centro de treinos. Infelizemente parti-o. Foi o único cartão vermelho que consegui ver até agora em solo luso. E estraguei tudo.
CdB - Vicissitudes da vida. Por falar nisso, foi necessária uma grande mudança de hábitos de sua parte?
GB - Não, apesar de tudo consegui adaptar-me relativamente bem. Gosto muito de rissóis de camarão, portanto só tenho comido isso e carne humana. Outro dia trocaram-me o pedido num café e deram-me um rissol de carne. Ridículo. Claro que parti o perónio ao moço. Curiosamente não vi cartão.
CdB - Compreensível. Trouxe música étnica do seu País natal?
GB - Não ouço disso. Ouvia até aos 12 anos, mas depois parti para outra. Agora, desde que tenha a minha K7 pirata com os maiores hits de verão do MC Hammer, está tudo bem. É um LP bestial. Aquele gajo partia tudo.
CdB - Noto um verbo recorrente no seu discurso...
GB - Deve ser "encerar". Só pode ser "encerar". Adoro encerar o chão da minha casa. Até tenho uma história curiosa relativa a isso: uma vez, a minha mulher-a-dias encerou o chão, esquecendo-se que faço questão de fazer isso sozinho. Parti do princípio que ignorou as minhas directrizes como ofensa pessoal, e parti-lhe a rótula, claro. Não vi cartão, curiosamente.
CdB - Pois. O verbo era "encerar", claro. Passemos à bola propriamente dita. A adaptação a um futebol diferente foi simples?
GB - Dado que o meu jogo não é mais que fazer lançamentos laterais para as couves e distribuir porrada enquanto o Armando não volta à equipa, foi fácil, sim. Até fiz um penteado à Beto Galdino para os adeptos não sentirem saudades e fazerem uma associação rápida do brasileiro nórdico ao jogador novo dos Camarões. Foi uma tentativa de partir gelo. Acho que resultou.
CdB - Longe de mim discordar. Os treinos têm corrido bem?
GB - Tem visto o Mantorras ultimamente?
CdB - Agora que menciona...não, realmente não.
GB - Agora já sabe como têm corrido os treinos. Rasgadinhos.
CdB - Gilles Binya, estou a ficar com medo. Obrigado pela oportunidade.
GB - Ora essa. Volte sempre. E traga as suas canelas desprotegidas, se possível. Ainda ontem escanei um piton nas caneleiras de um gajo. Isso não se faz a ninguém."
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Esta entrevista é fictícia. A realidade seria muito mais violenta.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Cebolinha?
Após mais uma pérola debitada por um órgão de comunicação social relativamente conceituado, a questão impõe-se:
- Mas que raio?
"Cromos da Bola", sempre preocupado com o bem estar do povo luso, debruçou-se sobre o assunto. Chegámos às seguintes conclusões:
- Marc Zoro faz um excelente refogado.
- A higiene pessoal de Armando "Le Petit" Teixeira é (ainda) pior do que se pensava.
- O produto para a acne de Fábio Coentrão, para além de não funcionar peva, cheira mal.
- Enganaram-se no nome de Gilles Augustin Binya. É compreensível, visto que nunca ninguém o viu, ou sabe quem é.
- Como o que o pessoal gosta é mesmo de reforços, Vieira decidiu adquirir a turminha da Mônica inteira por 2M€, o que juntando aos restantes, dá um total de 83 contratações.
- Freddy "Nii Lamptey v2.0" Adu comprou um relógio novo na feira de Espinho.
- Cristian Rodriguez tem uma alcunha realmente estúpida.
- Pedro Mantorras deixou-se levar pelo look vampírico-bronzeado de Bergessio e tomou medidas. Mas o alho estava caro e ele tinha gasto o salário no passe de autocarro.
- Yu Dabao comprou a pasta de dentes na loja dos tios.
- Manú pensou que se esfregasse cebolas nos olhos de todos os alas e avançados do plantel antes de um jogo, poderia ter hipóteses de ir para o banco. Estava equivocado.
Convém frisar que estamos certos de ter acertado. Pelos menos uma ou cinco serão verdadeiras.
domingo, julho 01, 2007
José Tavares, a Alegria do Povo

Arrivado à lusa Olissipus em 1994 juntamente com o aussi polivalente Nelo, envolvido no infame pack "All-Stars Bessa Delight '94", José Tavares pegou de estaca no meio-campo vermelho, fazendo gala do seu porte atlético e dotes futebolísticos. Mais do primeiro e menos do segundo, claro. O sucesso do supracitado pack ficou bem representado pelo facto do Benfica ter continuado a apostar neste género de negócios, ilustremente ilustrado através do "Pack Jesuíta 1995/1996", do qual o inconsequente sniper Marcelo era o expoente máximo.
Regressemos ao José. Parte integrante de uma época em que o clube da Luz perdia mais jogos do que o Garcia Pereira colecciona derrotas em eleições, Tavares era uma panaceia para os males que afligiam os adeptos alfacinhas, incrédulos perante a quantidade de cepos que cirandavam em campo sob o comando de Rei Artur e Prof. Dr. Neca.
Na realidade, ver Tavares disputar o lugar de organizador de jogo com o seu compagnon de route Nelo numa equipa campeã (com o promissor Paiva à espreita), foi a melhor coisa que aconteceu à televisão portuguesa desde a música do genérico dos Jogos sem Fronteiras. Galhofa, olhares presos ao écran, tiques nervosos, e variadas menções ao nome Eládio Clímaco. Apesar de não fazer a mínima ideia onde se encaixa esta última relativamente ao Zé, look alike de João Baião.
Claro que menção alguma a este Fernando Aguiar light ficaria completa sem o seu momento de glória em pleno San Siro, catedral do futebol Mundial, meca Milanesa do desporto rei:
Larguíssimas dezenas de milhares de ávidos pares-de-olhos italianos focados no relvado, a expectativa inerente dos grandes jogos europeus pairava no ar, ásperos bramidos ecoavam das hostis bancadas forradas a odor de queijo, tomate e mozzarella. Tavares sentia-se pequeno. Indefeso. Uma pálida criança numa acesa disputa familiar. Um mero peão num xadrez de interesses. Um CD dos Pólo Norte num escaparate de grandes sucessos da MTV. Uma ervilha num cozido à portuguesa. Um adolescente deparado com a eterna dúvida entre os Morangos com Açúcar ou o tratamento diário à acne que lhe corrói a testa e a alma. Um português na cimeira das lajes.
Suor escorria, o lábio inferior tremia, o equilíbrio era uma memória distante, a visão ficava turva, a quase imperceptível franjinha capilar perdia a costumeira rigidez, o habitual esgar sobranceiro e inquisitivo dava lugar a uma expressão abananada. O Mundo de Tavares tinha desabado.
A meio da primeira parte, o nosso Zé pede a substituição. Nesse momento ter-lhe-à passado pela cabeça coxear ligeiramente, afagar a perna, simulando uma impeditiva lesão. Provavelmente teria sido mais oportuno levar umas quantas folhas de papel higiénico para o banco, terá dito Prof. Dr. Neca. Nunca uma substitução se terá assemelhado tanto a uma descarga de autoclismo. Sem WC Pato à mistura, obviamente.
Todavia, este momento menos bom não terá sido impeditivo para uma longa e frutuosa carreira na Selecção Nacional. Excepto a parte do "longa e frutuosa". Mais um candidato para pior internacional português de sempre, título que estoicamente disputa com Tulipa, Rogério Matias, Luís Carlos, Vado, Skoda, Bambo e Nelly Furtado.
sexta-feira, junho 15, 2007
O Justiceiro
domingo, maio 20, 2007
Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.
Pelas 19,15 do dia 20 de Maio de 2007, o País irá parar. Televisões e telefonias serão o pão deste faminto povo luso, ávido de encher a protuberante pança com golos, expulsões, simulações, remates ao poste e cuspidelas para o relvado.
Como já estamos Semedos (ou carecas, pronto...) de saber, o clube Portuense é o grande favorito para a revalidação de um título que já é seu. Seu e do ex-Metalurg Donetsk. Porém, os Dragões terão que superar uma equipa arquitectada por aquela que é a mente mais maquiavélica e retorcida do desporto ibérico: Professor Neca. Nunca foi uma tarefa simples para ninguém. Nunca será. Porém, os azuis-e-brancos contam com uma arma fundamental para superar o futuro treinador do Chelsea e o seu bigodinho sensual: Alan Osório Costa Silva. O velocíssimo extremo brasileiro foi o abono de família da depauperada prol Portista, enquanto Jesualdo Ferreira fazia a sua melhor imitação de Alberto Pazos para as últimas jornadas do Campeonato. Detentor de um drible em progressão estonteante, uma técnica escabrosamente aveludada e uma insuspeita qualidade cruzamental a todos os títulos folhesca, Alan liderou com mão de ferro a armada nortenha até à derradeira jornada decisiva, onde se espera que o próprio venha a carimbar o bilhete para a Títulolândia com um cabeceamento decisivo na baliza de Nuno Espíritus Sanctus. Aliás, como é seu timbre.
Trezentos e coisa e tal quilómetros a Sul, o Esquadrão 5 Minutos espera por uma proeza de Deus Neca. Um dos poucos clubes do Mundo a ter um treinador com risca ao meio e um guarda-redes com voz fininha em simultâneo, é também elegível para o Guiness pela forma como decide os jogos antes de se atingir a marca dos 10 minutos de jogo. "Mas como, raios?Como!?!?", perguntais vós? A resposta é Pontus. Pontus Farnerud. Podeis argumentar que o homem mal joga. Podeis argumentar que o homem joga mal. Eu perdôo-vos a heresia. Eu perdôo-vos a desatenção. Passo a explicar: Paulo Bento, num laivo de genialidade apenas paralelo a Senhores como Giuseppe Materazzi, decidiu potenciar os múltiplos talentos do centro-campista nórdico da melhor forma. Pontus joga os primeiros 10 minutos de cada desafio, empurrando o clube Lisboeta para a frente, defendendo como Balajic, controlando o meio campo como Didier Lang, e atacando como Ouattara. Uma força da Natureza, o sportinguista decide o jogo por si só. Aos 10 minutos, quando o placard pomposamente anuncia o costumeiro 2-0, Paulo Bento retira o Oceano Branco, poupando-o para posteriores desafios.
Sportinguistas, se aos 10 minutos ainda não estiverem em vantagem, já sabem a quem pedir satisfações.
Como outsider, temos outro clube de Lisboa. Desta feita, não só esperando por um milagre de Deus Neca, como também por um milagre de Jesus. Ah sim, e vencer o próprio desafio. Após mais uma época atribulada, sempre longe dos comandados de Alan Osório, os Moretto Boys chegam a esta altura à discussão do título como uma adolescente borbulhenta que não foi convidada para a festa, mas aparece na mesma, na esperança de sacar um gajo que tenha um Fiat Uno e ouça Bob Sinclair a 100db no autorádio deste. E tal como a adolescente, esperam por todos os Santinhos (com tiques de gravata ou não) que não lhes fechem a porta na cara. Para vencer o desafio frente à equipa de Coimbra órfã de Pitbull e Ezequias (este, desde o início da época), a equipa do Sul conta com uma parede de tijolo montada em frente da sua baliza. E não falamos de um regresso de Tahar, o Khalej. É Moretto o homem do momento. Detentor de reflexos puramente zachthorntonianos, este carismático líder da grande área tem também uma monumental pança - como a foto acima atesta - que já levou a especulações sobre o paradeiro da águia (ou milhafre) Vitória.
Alan Osório, Pontus Farnerud, Moretto - alea jacta cromus est.
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terça-feira, abril 24, 2007
Gil Gomes - A Verdadeira História
Gil Gomes é um dos mistérios maiores da nossa bola. Jovem promissor, campeão do Mundo de sub-20 ao lado de futuros grandes do desporto Mundial como o guedelhudo Valido, o felino Toni e Paulo Banha Torres, cedo desapareceu das lides profissionais, após um início auspicioso.
O que se passou, perguntais vós?
"Cromos da Bola", sempre na vanguarda, aplicou-se para descobrir a razão do eclipse deste luso sol de tempero africano.
Nascido a 29 de Agosto de 1959, na pacata localidade de Gary, no Indiana (EUA), sob o nome de Michael Joseph Jackson, o nosso herói desde cedo alinhou pelas lides musicais. Aos 5 anos de idade já fazia parte do grupo vocal "Jackson 5", e aos 10 era um artista milionário e consagrado. No final dos anos 80, vestindo a pele de precoce veterano da K7 oficial e pirata, Michael sentia-se cansado. Preso à única realidade que alguma vez tinha conhecido, cansara-se de ser uma estrela pop. Seguindo uma linha de pensamento lógica, delineou um plano em conjunto com o seu macaco Bubbles: "Vou para aquele solarengo país africano, Portugal, e tornar-me numa estrela de soccer. Aí sim, posso fugir da pressão diária de ser um ídolo de multidões. E de certeza que lá ninguém me conhece, como não existe TV nem telefonia..."
Assim foi. Michael contratou um sósia seu (Latrell Smith) que ganhava a vida imitando-o num casino de Las Vegas (um Fernando Pereira sem a perinha abichanada), e pô-lo no seu lugar. Abalou para Portugal.
O choque inicial - aquando da compra dos bilhetes -, quando soube que afinal o seu País adoptivo fazia parte da Europa, foi mitigado à chegada: "Oh...It's not Africa, but it surely does look like motherfuc*** Africa."
Meteu-se de pronto numa camioneta em direcção a Freixo de Espada à Cinta, cidade que lhe tinha sido recomendada por Elvis Presley e Jim Morrison para adquirir um bom B.I. falso baratucho, que lhe permitisse viver em Portugal até ao fim da vida. Porém, ao contrário destes dois, Michael não montou barraca em Rio Tinto, aventurando-se na capital Portuguesa. Michael Joseph Jackson era agora Nélson Gil de Almeida Gomes, nascido a 02-12-1972 .
Chegado ao Estádio da Luz, Gil Gomes (nome de guerra que escolhera na viagem a conselho da idosa que se sentara a seu lado) utilizou o seu inglês irrepreensível e invulgares dotes futebolísticos (e algum dinheiro também) para convencer John Mortimore a dar-lhe uma oportunidade no Benfica de 1987. Gil fez uso da sua velocidade, reflexos apurados e capacidade de fazer o moonwalk para pastar nas camadas jovens durande dois anos, até conseguir finalmente entrar no plantel principal em 1989/90. Daí até à selecção sub-20 foi apenas um passinho de dança.
Após maravilhar o seu novel País adoptivo com a sua invulgar destreza, Gil fartou-se desta sua vida alternativa. Afinal a pressão era a mesma. Só que em vez de lhe atirarem cuecas e soutiens nos concertos nos maiores palcos Mundiais, atiravam-lhe agora moedas e pilhas quando ia jogar a Paços de Ferreira.
Como um qualquer filme de domingo à tarde na TVI com quaisquer duas irmãs gémeas loiras americanas, o artista-futebolista sentiu saudades do seu antigo empregozito como Rei da Pop e avisou o sósia que fazia de Micheal Jackson (bom velho Latrell) que iriam trocar de lides diárias. Mas havia um problema. Latrell não sabia jogar à bola.
Micheal regressava à sua vida anterior nos EUA, fazia uma cirurgia plástica para reduzir o nariz à Jonas Savimbi, e entregava solenemente o B.I. com o nome Nélson Gil de Almeida Gomes a Latrell Smith. Este, no seu primeiro treino, desiludiu de tal forma, que Sven-Göran lhe veio perguntar: "Que passa, campeóm? É a prrimeirra fez em muito témpo qué Valido e Phaulo Madherra não são os piorres jogadorres no trreino. Kontinua assim, qué fais parrar à zegunda difizóm."
O novo Gil assim continuou, e foi chutado para a Ovarense com uma velocidade superior àquela que José Dominguez imprimia em campo. Mal os responsáveis ovarenses viram que Penteado continuava a ser o melhor jogador ofensivo dos vareiros, estes chutaram-no para longe. Caiu no Tours, equipa da Centésima Segunda Divisão Francesa. Que o chutou para longe. Caiu em Braga. Barroso encarregou-se pessoalmente de o chutar para longe. Caiu na Reboleira (grande pontapé, já agora. Ah, pé canhão!...). Agatão, Mazo e Birame jogaram 5 minutos ao meiinho com ele, antes de decidirem chutá-lo para longe. Desta feita, caiu no Yverdon Sport, da Suiça. Depois no colosso F.C. Will. Depois no imponente Philadelphia Kixx. Claro que nenhum currículo de bosta ficaria completo sem os Jacksonville Cyclones. Ou sem o Sheffield Wednesday e o Avellino (não o do Marco, o de Itália, mesmo). Ou os inevitáveis Hendon F.C., Middlewich Town, Salford City e Hide Town F.C., como é lógico.
Porém, já em 2005, Gil Gomes atinge o ponto alto da sua carreira: Manchester United. Ah não. Afinal não é o United, é o New East Manchester F.C. ...e também não era o ponto alto da carreira, era mesmo o final. Paciência.
Do seu cadeirão favorito no rancho de Neverland, Micheal Jackson seguiu atentamente a carreira que ele tão brilhantemente iniciou. Alguns indefectíveis dos Philadeplhia Kixx juram mesmo tê-lo visto nas bancadas mais do que uma vez a aplaudir e incentivar aquele jogador português de que ninguém gostava muito.
"Cromos da Bola" roubou parte desta informação à CIA. Pedimos encarecidamente que sejam comedidos na divulgação da mesma. Bem Hajam.
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sexta-feira, março 02, 2007
Marcegol

Não deixe o penteado cuidado, meticuloso e pejado de gel enganá-lo. Não estamos a falar de um jogador de finesse. Ponha a pena e o tinteiro de parte e pegue na esferográfica bic. Tire esse fatinho Armani e vista o seu fato de treino Lacatoni. Vamos falar de Marcelo.
Goleador implacável, nunca passou de um jogador banal até chegar ao quasi-Uefeiro Tirsense de 1993 - 1995, onde alinhou com outros grandes do panorama cromífluo nacional.
Porquê só em Sto.Tirso? Quiçá por disfrutar da liberdade que advém de ter as costas guardadas por Goran, Rui Gregório e Paredão. Quiçá por receber a redondinha dos mágicos pés da quase-recente contratação do 1º de Dezembro, Hugo Porfírio, e do benigno sósia de Paulo Nunes, Giovanella. Quiçá por formar com o mini-Hasselhoff a dupla de ataque mais opressiva e ditatorial de que há memória: a dupla Marcelo/Caetano. Quiçá simplesmente porque gostava de tremoços, Marcelo despontou em Santo Tirso, qual flor desabrochando através de uma fenda de um passeio de betão urbano.
Segue-se o Sport Lisboa. Formava-se uma excelente equipa de matrecos para os lados da Luz, e paralelemente também tentavam construir algo que se assemelhasse a uma squadra de futebol. Para tal, a instituição antecipou-se aos grandes clubes da Europa, e assegurou a aquisição do "Pack Jesuíta 1995/1996", que incluía o próprio Marcelo, um Paredão pré-Chelsea, três sacos de amendoíns, um calendário da Ferbar e um corta-unhas com a imagem da Nossa Sra de Fátima. Em troca, o Benfica forneceu à agremiação de Santo Tirso os direitos de imagem do futebolista Paulão e três baralhos de cartas com fotos dos melhores cortes em carrinho do defesa Pedro Henriques.
Em Lisboa, apesar de ser um dos jogadores mais utilizados do plantel e fazer equipa com portentosos facilitadores da bola como Mauro Airez e Iliev, Marcelo só fez sete golos durante a época inteira. De realçar que três foram marcados com o tornozelo, dois com a canela, um com o ombro, e um com a nuca.
Dado o sofrível total nunogomesco de tentos efectuados, este guerreiro da grande área foi de pronto ostracizado para abrir caminho para o trio Pringle-Hassan-Akwá, que estaria destinado a devolver momentos de glória ao clube. De costas voltadas para Portugal, Marcelo aventurou-se no estrangeiro: "Pô, se o Paredão consegue ser um cromo do football da Premiership, então o Marcelo vai virar artilheiro...Gente, tô com fome. Quero um brigadeiro."
Passagens rançosas pelos temíveis Alavés, Sheffield Utd, Birmingham e Walsall demonstraram-nos o contrário. Porém, o resiliente luso-brasileiro não estava acabado. Decidiu acabar a carreira onde a tinha começado nos anos 80: na Coimbra dos Estudantes, onde nos ensinou que estava de facto mais do que acabado prá bola. E que ensaboadela foi.
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segunda-feira, janeiro 01, 2007
CROMO DO ANO 2006
Pois é. Finalizada a votação, é bom de ver que a falta de qualidade também é como o azeite. Vem sempre ao de cima. E já que falamos de azeiteiros, apresento-vos o Cromo do Ano de 2006:Gilberto Galdino Santos.
Baluarte da falta de jeito, porta-estandarte do fraco passe curto e bandeira do patético passe longo, Galdino destaca-se por ser o jogador do clube do Guiness que mais rápido aperta as chuteiras. Aliás, também figura no Guiness por esse mesmo motivo. Está na página 192, ao lado do gajo da Suazilândia que mais pevides consegue meter nas narinas em simultâneo.
De qualquer forma, este inefável dínamo do meio campo brindou-nos com - porventura - o melhor momento cromático do ano que agora nos deixou: o monumental passe que rasgou a defesa de um adversário do Barça e permitiu o golo fácil dos flavienses da Catalunha. Também nos brindou com - porventura - o segundo melhor momento cromático do ano, quando saiu do barbeiro do Sr.Custódio Antunes no Fogueteiro com o penteado que vemos acima.
No pódio ficaram também dois excelsos cromos da nossa praça da bola.Armando "Le Petit" Teixeira e Fatih Sonkaya.
Cada um à sua maneira, concerteza merecedores do primeiro posto.Infelizmente quedaram-se pelos restantes lugares do pódio. Devido a este infortúnio, Armando Le Petit já pediu a morada dos 220 votantes, vociferando em qualquer coisa semelhante a português que iria encostar a sua testa nas deles, berrar algo sem nexo, babar-se e cuspir-lhes na cara. Sonkaya limitou-se a dizer "Falaffel!" e a pôr mais gel na cabeça.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Descubra as Diferenças
quinta-feira, outubro 05, 2006
Sexo,Drogas e Rock 'n' Roll

Cláudio era um homem de paixões. Um homem de obcessões. Latino-americano de sangue quente, amigo íntimo de D10s, o qual tratava por "tu", Cláudio era também um indivíduo misterioso, resguardado por trás de um sorriso Milton Mendiano.
Vamos por partes. Atribulada estrela do esférico intra-planetário, deixa-se comprar por uma marca de leite italiana, quando o que ele verdadeiramente gostava era da farinha colombiana. Essa marca de leite, inspirada pela alva Lisboa do início da década de 90, decide transformar determinado clube que solta uma determinada ave de rapina no relvado num entreposto comercial. Uma glorificada lata de leite condensado, se assim quisermos.
Ora bem, qualquer lata de leite condensado precisa de um rótulo. Que melhor rótulo que um sul-americano ex-baixista dos Bon Jovi que joga à bola, de cabelo rebelde e amigo pessoal do Senhor Lá de Cima que jogou cá em baixo?
-"O Miguel Ângelo dos Delfins!", respondeis vós. Mas não. Outra tentativa.
-"O Eládio Clímaco!", respondeis vós. Mas não. Outra tentativa.
-"Buturovic?...", respondeis vós. OK, tendes razão. Mas o escolhido neste caso foi mesmo Cláudio Caniggia.
Portanto, na impossibilidade de negociar o talentoso Buturovic, a certa e determinada marca de leite decidiu apostar no argentino como porta-estandarte da sua leitosa bandeira. Arrivado à capital do Império Luso, o genial avançado prometia fazer miséria nas linh...perdão...DENTRO das quatro linhas e na noit...perdão...NAS grandes noites europeias da Luz.
Cláudio de facto deixou a sua marca, mas foi nas pernas de Emílio Peixe, esse anjo caído do esférico. De resto, teve várias noites de glória,pintadas a pinceladas de génio e pura inspiração. Não foram é necessariamente num estádio de futebol.
Mas lá que deixou saudades, deixou. Os Bon Jovi nunca voltaram a ter um baixista assim.
terça-feira, setembro 19, 2006
Quem é quem?
domingo, maio 28, 2006
Seis dedos de uma mão disfuncional
Vinagre é um condimento indispensável para uma alimentação correcta e saborosa. Pena é não ser um condimento apreciado numa defesa que aspira a ser algo mais que medíocre. Regar um muro defensivo a Vinagre é uma certidão de óbito para o batimento cardíaco de qualquer Mijter que se preze.Com Vinagre, o mel sabe a fel.
Constantino fazia gala de um nome sui generis e um talento sobrenatural para fazer mossa na chapa contrária. Mítico avançado da colectividade abençoada pela Petrogal, salpicava terrenos que só os grandes podem pisar com velocidade de ponta e faro para o golo.
Constantino era pequenino, mas a muitos torceu o pepino.
Rodolfo era um cepo centrocampista que não era bom a atacar, nem a defender, antes pelo contrário.
Parte do mítico pack Amadora-Antas que levou o extremíssimo extremo Paulo Ferreira à Invicta passar férias, Rodolfo assumiu-se como um excelente motivo para os grandes repensarem toda a sua política de contratações durante anos. Ou então não. Mas deveria ter sido. O ponto alto da sua carreira foi quando Rubens Jr e Cajú chamaram a atenção do restante plantel Dragão que Rodolfo era parecido com um jovem Carlos Barroca sem barba. Finalmente sob as luzes da ribalta.
Actualmente estará provavelmente acampado à porta do Estádio da Luz desde o momento em que Fernando Santos decidiu arruinar mais uma época em Lisboa. Procurando mais um tacho, Rodolfo parece ter motivos para sorrir. E Paulo Ferreira já esfrega as mãos de contente.
Passamos agora do terço ao garrafão e falamos de mais uma personagem marcante da bola lusitana. Luís Carlos fez garbo do seu pé esquerdo para espalhar beleza e esplendor em campo, e da mão esquerda para segurar a garrafa de tintol, cujo conteúdo escorregava tão bem pela sua garganta. Provavelmente um dos piores jogadores de sempre a alinhar pelas Quinas, (olá, Skoda!) Luís Carlos destacava-se mais pelo seu ar de papalvo do que propriamente por algo do positivo que tenha alguma vez feito. Numa carreira recheada de altos e baixos, nada ficou mais recheado aquando da sua passagem pelos clubes que lhe deram guarida do que a conta do bar dos mesmos. E para o Luís do Garrafão nada nada nada??
Milovanovic chegou ao Berço da Nação com estatuto de estrela, e cedo confirmou as suas credenciais. Um estratega por referência, Milo servia senhores do nível de David Paas e Riva com colher de ouro. Porém, o problema não era a colher, era mesmo o que esta continha. Paas e Riva desesperavam com tanta parra e pouca uva. Fazendo gala da sua fronha de agente da Gestapo de fama nazi, Milo tentava impôr-se através da sua feiura, visto o futebol amiúde não chegar. Mas até aí foi curto e a bola fez-lhe vistas grossas. Milo, foste grande, apesar de tudo.
Martin, o Pringle, foi dos jogadores mais hilariantes da longa história da bola lusitana. Alto, desajeitado, com a técnica de um central e QI inferior ao número de pontos do Penafiel na Liga 05/06, este ex-carteiro sueco nunca conseguiu levar as cartas ao seu destino, ficando-se apenas por mostrar ao mundo o grande postal que era. Destacado pela imprensa desportiva de Lisboa como a resposta benfiquista ao portista Mário Jardel, revelou-se antes a resposta dos mesmos a Ronald Baroni. O ocasional golo não deu para disfarçar o facto que o clube lisboeta tinha finalmente encontrado um jogador que fosse tão mau no ataque como Jorge Soares era na defesa, contribuindo assim para o equilíbrio do plantel.
segunda-feira, março 20, 2006
Descubra as Diferenças
quinta-feira, janeiro 12, 2006
William:O Melhor é Estudar
domingo, novembro 27, 2005
Gaston, o Taument
Voodoo?Holanda?Não combinam?Puro engano.
Já imaginaram um boneco de Voodoo preto, vestido de vermelho, a correr desenfradamente?
Digam "bem haja" a Gaston Taument.
Em meados dos anos 90, chegava mais uma estrela do firmamento europeu à Luz. Era dura a tarefa do nosso bom velho Taument- fazer esquecer as majestosas cavalgadas do seu compatriota Glenn Helder pelos relvados dos vermelhos de Lisboa.
Ensombrado por tal ciclópica tarefa, Gaston recorreu ao Voodoo para ensombrar as actuações dos laterais que se lhe opunham. Pobre Gaston. Corre a lenda que o dito cujo foi gozado pelo boneco por ser mais feio que ele.
Também no interior do clube não tinha vida fácil. Gente da craveira e influência de Leónidas,Pringle, Hadrioui,Luís Carlos e o explosivo Kandaurov, recusava-se a partilhar o balneário com Gaston.
Temos excertos dos queixumes, em exclusivo no "Cromos da Bola":
-Leónidas: "Gente,o cara é feio prá caramba."
-Pringle: "Hã?"
-Hadrioui: "Eu faço cruzamentos tão bons que parecem feitos à mão. A cara do gajo parece que foi feita à pedrada."
-Luís Carlos: "Hic.Hic.Hic."
-Kandaurov: "Eu que jogue um dia no Felgueiras, se este gajo não é mais feio que aquele Petit que está emprestado pelo Boavista ao União de Lamas."
Perante tal hostilidade, e devido à foleiricidade do boneco de Voodoo que comprou por 120$00 na loja do Sr. Yao Chao Ping no Freixieiro, Gaston decidiu seguir as pegadas de Glenn Helder e abandonar a Luz.
Mas não abandonou para ficar parado ou na sarjeta. Não. A Gaston foi oferecido um papel numa sequela do filme "O Predador". Adivinhem qual.






